domingo, 24 de janeiro de 2016

O Sorriso da Princesa

   A Princesa Clara tinha perdido o sorriso. Isso deixou seu pai, o rei, muito triste e aborrecido, por isso fazia com que todos no palácio chorassem. A princesa tinha um semblante tão triste que as pessoas, mal olhavam para ela, fugiam correndo.
   Um dia, o rei, já desanimado, disse num suspiro:
   - É preciso curar a princesa. Ela tem que reencontrar seu sorriso.
   Então, chamou todos os médicos, mágicos e curandeiros da região. Todos ele examinaram a princesa e receitaram-lhe muitos litros de xaropes coloridos e toneladas de pastilhas perfumadas. Mas nem os xaropes, nem as pastilhas e nem mesmo pó de pirlimpimpim fizeram efeito.
   Mas, um dia, um rapaz chamado Marco chegou ao reino. Marco era um pequeno marinheiro e vinha de terras distantes. Na sua bolsa ele trazia muitas ervas mágicas.
   Marco soube do problema da princesa e resolveu entregar-lhe uma erva mágica que a curaria. Mas a princesa, abanando a cabeça, disse:
   - Já tomei todos os remédios que me trouxeram e nenhum deles funcionou. Já estou cansada! Não consigo engolir mais nada, nem mesmo sua erva mágica - e fechou a boca para que não a obrigassem a tomar mais remédios.
   Mas Marco insistiu e lhe disse:
   - Pelo menos experimente uma das minhas ervas e você verá que ficará curada! Venha comigo que eu vou lhe provar o poder que ela têm.
   Marco tomou a princesa pela mão e foram em direção à aldeia. Pelo caminho, cruzavam com uma velhinha que mancava. Marco ofereceu à velhinha uma das ervas que trazia na bolsa. Dois minutos mais tarde, ela não mancava mais. Eles passaram de casa em casa distribuindo ervas mágicas às pessoas. E todos os doentes ficaram curados depois de prová-las. Marco e a princesa Clara espalharam saúde e alegria por toda a aldeia.
   A princesa Clara curava com as ervas todos os doentes que ela encontrava. Seus olhos brilhavam de alegria, mas as ervas estavam acabando. Marco, ao ver que só restava uma erva, disse à princesa:
   - Clara, esta é a última erva! Você deve comê-la!
   - Não! Aquele menino doente precisa mais dela do que eu.
   E, no momento em que Clara deu a última erva ao menino, um enorme sorriso brilhou no seu rosto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário