quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Princesa Pop: Capítulo 2

   - Você vai telefonar para o seu pai?! - A minha tia me lançou um olhar de incredulidade. - Só espero que esteja preparada para ouvir um sermão. O seu pai não é do tipo que aceita um tratamento gélido em um dia e no outro já esqueceu, ou que age como se nada tivesse acontecido. Ele com certeza é de guardar rancor. Lembro-me perfeitamente da época em que namorava a sua mãe. Os dois ficavam brigados por dias! Quando era culpa dela, então, a coitada ficava de plantão ao lado do telefone, esperando que ele se dignasse a retornar as ligações! Ah, se ela soubesse... Ah se eu soubesse! Certamente teria dado um jeito naquele namoro no primeiro dia...
   A minha tia continuou a tagarelar para as paredes e nem reparou quando eu me encaminhei, com o telefone sem fio, para o meu quarto. Se eu iria mesmo fazer aquilo, precisaria de muita privacidade.
   Sentei-me na cadeira de rodinhas e a empurrei de um lado para o outro, com a antena do telefone sem fio na boca, pensando no que iria falar. Em vez disso, os meus pensamentos voaram para o ano anterior. exatamente 14 meses atrás. Eu ainda morava no apartamento dos meus sonhos. No bairro perfeito, bem perto do shopping, da escola, dos meus amigos...
   Eu estava lá, totalmente na minha, trancada no meu quarto, estudando para a prova de Química. Aliás, tentando estudar... Não entendo por que vou precisar de ligações, reações e soluções na minha vida! Quero ser arqueóloga, como a minha mãe. Aliás, segundo o meu pai, a culpa de tudo é da profissão dela; acredito que ele ache que até o buraco na camada de ozônio e a devastação da floresta Amazônica sejam culpa dela. Mas o fato é que eu tinha matado o curso de Inglês por causa daquela maldita prova. E, exatamente por isso, eu estava em casa em um horário que não deveria estar.
   A minha mãe estava viajando, como sempre. Poucos meses antes tinha conseguido passar em um concurso que, além de oferecer um ótimo salário, seria muito importante para o currículo dela. Mas no contrato constava que ela precisava estar disponível para viagens interestaduais e internacionais. Ela aceitou, claro. Eu mesma dei força: aquilo seria excelente para a carreira dela, e não era como se eu não pudesse me virar sozinha, afinal já tinha quase 16 anos. E, além do mais, eu tinha meu pai. Naquela época eu tinha...
   Saí do meu quarto para beber água e relaxar um pouco; afinal, os meus neurônios já estavam quase fundidos com aquela Química toda. Então ouvi um riso de mulher vindo de algum lugar. Congelei na hora, pois imaginava estar sozinha no apartamento, mas subitamente entendi tudo. Aquilo só podia dizer uma coisa... A minha mãe tinha antecipado a volta da viagem e provavelmente não havia dito nada para me fazer uma surpresa! Ela sabia que naquele horário eu estaria na aula de Inglês, e com certeza tinha planejado me esperar na sala, para que quando eu abrisse a porta, desse de cara com ela lá! Fui lentamente em direção ao quarto dos meus pais, seguindo o som da voz. Como a minha mãe não é de falar sozinha, devia estar conversando no telefone, e eu iria aproveitar para inverter a surpresa... Cheguei devagar e fiquei tentando escutar, mas, bem naquele momento, tudo ficou em silêncio. Por isso só girei a maçaneta, mas a porta não se moveu. Estava trancada.
   - Mãe? - Falei, franzindo as sobrancelhas.
   Aquilo estava meio estranho. Por que minha mãe trancaria a porta se imaginava estar sozinha em casa? Apenas o silêncio me respondeu, e logo em seguida ouvi um farfalhar que parecia ser um barulho de pano. De roupa. De alguém se vestindo. Será que a minha mãe tinha acabado de sair do banho? Mas ela abriria a porta para mim enrolada na toalha sem o menor problema... Comecei a desconfiar que havia alguma coisa errada. Alguma coisa muito errada.
   - Pai? - Falei em uma voz meio estrangulada, com medo de ouvir uma resposta. - Pai, é você que está aí? - Perguntei mais uma vez, um pouco mais alto.
   Nada.
   Girei a maçaneta de novo. Uma, duas, três vezes. Comecei a ficar nervosa. Eu não estava imaginando, tinha escutado uma voz lá dentro. Um voz feminina!
   Comecei a bater na porta. Esmurrar talvez fosse uma palavra mais adequada.
   - Que está aí dentro? Eu vou chamar a polícia!
   De repente ouvi passos. Olhei depressa para os lados e peguei um bibelô de vidro que servia de enfeite na mesinha do corredor. Aquilo não seria muito útil, mas, se fosse alguma ladra, eu podia atirar na cabeça dela e sair correndo.
   A porta se abriu e, em vez de uma ladra, vi sim o meu pai, com o rosto vermelho e o cabelo um pouco bagunçado... Ele parecia envergonhado, mas também meio bravo.
   - Pai... - Falei, apenas para dizer alguma coisa, porque na verdade a minha cabeça estava funcionando a todo o vapor, enumerando todas as possibilidades possíveis e empurrando a pior delas para o último lugar da lista. - Que voz de mulher foi aquela que eu escutei? A mamãe voltou mais cedo?
   Como o meu pai deve ter me achado ingênua... Eu teria até dado uma gargalhada, se estivesse no lugar dele. Mas não. Ele só ficou lá, com aquela expressão meio séria, com a porta entreaberta, tentando impedir a minha visão, que a todo custo queria enxergar o que (ou melhor quem) estava lá dentro.
   - Ahn, filha, você não tinha aula de Inglês?
   Isso foi tudo o que teve coragem de dizer. E foram exatamente essas palavras que fizeram com que tudo fizesse sentido para mim. Talvez por estar com todas aquelas ligações químicas na cabeça, foi fácil fazer mais uma, embora não tivesse nada de covalente, metálica ou irônica. Apenas liguei dois e dois. Ou melhor, um e um. Meu pai. E mais alguém.
   - Tem uma mulher aí dentro. - Aquilo era para soar como uma pergunta, mas saiu como uma afirmação. Eu tinha certeza. Naquele momento meu coração já estava batendo forte, e de repente, senti mais certeza ainda, pois o meu pai ficou roxo e começou a me dar uma bronca por estar matando aula. Típico do meu pai, mudar de assunto para fugir do tópico principal. Como se eu não o conhecesse... Essa era a tática preferida dele quando eu era crianças e pedia um bichinho de estimação. ele simplesmente começava a falar de algum desenho, viagem, boneca... E eu acabava realmente acabava me distraindo e só me lembrava do meu pedido horas depois. Valeu pelo treino!
   - Pai, tem alguém aí dentro! - Repeti, tentando passar por ele, com uma raiva crescendo dentro de mim pelo que eu já imaginava estar acontecendo.
   Ele me segurou com as mãos, me mantendo afastada à força, então comecei a dar um pequeno escândalo. Foi naquela hora que eu ouvi de novo a voz. E então percebi que eu realmente era muito inocente, porque aquele timbre nunca poderia ser da minha mãe. A voz da minha mãe é imponente, grave. E aquela ali era de uma mulherzinha frágil, fresca, afetada...
   - César, ela já sabe. Não adianta querer tapar o sol com a peneira.
   Argh. E ainda por cima ela gosta de frases feitas. Meu pai poderia ter sido mais criterioso. Assustado - provavelmente por imaginar que a tal mulherzinha ficaria muda, escondida dentro do armário ou debaixo da cama -, ele me soltou. Aproveitei para passar pela porta, talvez movida pelo meu lado mais masoquista, que não se contentava em sofrer só com as evidências, que tinha que ver os detalhes para padecer de verdade, com tudo que tinha direito...
   Dei um passo para dentro do quarto e lá estava ela. vestindo apenas a camisa social do meu pai. Deitada na cama da minha mãe. Com um sorriso só dela. Como se ver a expressão de decepção  no meu rosto fosse a melhor coisa que tivesse acontecido no seu dia.
   Eu a encarei por três segundos e meio, aguentando aquele sorriso falso, engolindo as lágrimas de raiva que faziam força para sair, e então dei meia-volta e só parei quando cheguei perto do meu pai, ainda parado à porta e parecendo estar preparado para separar uma briga que começaria a qualquer segundo. Como se eu fosse sujar as minhas mãos...
   - Você não merece a minha mãe - falei baixinho, segurando a vontade de gritar. - E ela vai saber disso agora!
   Bati a porta com toda a força que consegui reunir e fui depressa para o meu quarto, ouvindo-o dizer que não era o que eu estava pensando e que eu não podia contar para a minha mãe. Porém, alguém deve ter impedido que viesse correndo atrás de mim, e por isso tive tempo de pegar uma muda de roupa limpa, o notebook e o celular, jogar tudo na mochila da escola e sair correndo escada abaixo, não sem antes dar uma última olhada no meu quarto cor-de-rosa. Eu sabia que não voltaria ali tão cedo. Só parei de correr quando fiz sinal para um táxi que estava passando, mesmo sabendo que estava sem um centavo no bolso. O taxista perguntou para onde eu queria ir, e só respondi que era para bem longe. Enquanto isso, liguei para a Lara, perguntando se ela teria dinheiro para me emprestar com a maior voz de choro. Ao me ouvir, ela não questionou nada e apenas disse que me esperaria na porta da casa dela. E foi o que fez. Depois de pagar ao motorista, ela me empurrou para dentro, colocou uma caixa de Bis no meu colo e só então perguntou o que tinha acontecido. contei com detalhes, revivendo novamente aquela cena dolorosa. Ela ouviu com atenção, dizendo apenas que tudo ia dar certo, mas eu sabia que ela estava errada. Nada ia dar certo.
   A única coisa certa naquele momento é que eu não queria ver o meu pai nunca mais. Ele tinha morrido para mim.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Princesa Pop: Capítulo 1

Comunicado aos alunos:
 
 
   A partir de segunda-feira está expressamente proibido o uso de aparelhos celulares dentro da escola, seja em sala, nos corredores ou mesmo no pátio. Caso o aluno seja encontrado batendo papo, enviando torpedos, publicando fotos, usando o Facebook, conversando no Skype, atualizando o status no Twitter, ou apenas com o celular nas mãos (ainda que desligado), será suspenso por três dias, sem direito à reposição das provas e trabalhos perdidos durante este período.
   Em caso de urgência, o aluno deverá se dirigir à secretaria e pedir aos funcionários que efetuem a chamada telefônica, exatamente como era antigamente, antes de os celulares existirem.
   Este comunicado deverá ser assinado pelos pais.
   Atenciosamente,
 
 
 Dora Lúcia Cruz
  Diretora do Ensino Médio
 
 
 

 
 
 
   - Cintia, você tem que explicar para a diretora que o seu caso é especial. Não é como se você quisesse usar o celular pra qualquer um desses fins descritos na circular!
   O sinal tinha acabado de bater e o colégio parecia prestes a explodir. O comunicado tinha sido entregue cinco minutos antes, e mais de mil alunos revoltados desciam as escadas, uns gritando, outros xingando, alguns chorando e poucos, como eu, apenas lendo e relendo aquela circular, tentando encontrar uma solução.
   A Lara continuava a falar ao meu lado:
   - Ela tem que entender que o único horário no qual você pode se comunicar com a sua mãe é esse! O que essa diretora quer? Ser a culpada por você virar uma pessoa cheia de carências causadas pela falta de contato diário, ainda que a distância, com a sua progenitora? Nós sabemos perfeitamente que é como se você soubesse contar com o seu pai. E quero ver o que vão dizer na secretaria se você pedir para fazer uma ligação para o JAPÃO!
   Tentei assimilar o que ela dizia, enquanto lia a mensagem pela décima vez. A Lara estava certa, apesar de saber que a direção da escola também tinha sua razões. O dia anterior tinha sido a gota d'água, quando uns alunos da minha sala criaram um aplicativo feito especialmente para colar. Quando o primeiro aluno que soubesse as respostas terminasse a prova, tudo o que tinha que fazer era passar o gabarito para o celular, que, através do tal aplicativo, transmitia a informação para os telefones para todos os outros alunos, devidamente posicionados em seus bolsos. Os colegas, então, sentiram o vibracall repassando as respostas: uma vibração longa para indicar o início. Em seguida uma vibração curta para a letra A, duas para B, três para C, quatro para D. Outra vibração longa para sinalizar a próxima questão e novamente vibraçõeszinhas com a resposta certa.
   Eu, se estivesse no lugar dos professores, daria algum crédito pela engenhosidade. Mas, ao contrário disso, tiraram todos os pontos de participação dos responsáveis pela invenção, e eles só não foram expulsos por já estarmos no final do ano. Além disso, os caras tiveram que pagar o maior mico, indo de sala em sala pedir desculpas para todos os alunos pelo fato de a brincadeirinha deles ter sido a culpada pela abolição dos celulares. É claro que isso não adiantou nada, e todos os alunos do colégio continuavam querendo matá-los, inclusive eu! Mas, na verdade, acho que a direção da escola exagerou. Poxa, até entendo não permitirem celulares durante as aulas, mas qual é o problema de usá-los nos intervalos, entre um período e outro, ou pelo menos durante o recreio?! Obviamente eu iria reclamar, começar uma reivindicação ou um abaixo-assinado qualquer para que reconsiderassem essa decisão.
   E foi o que respondi para a Lara, quando ela finalmente parou de exigir que eu tomasse alguma atitude. Claro que eu iria fazer alguma coisa. Afinal, não era como se eu estivesse revoltada por não poder atualizar a minha conta no Twitter para que todos os meus dez seguidores soubessem o que eu estava lanchando ou que cor do meu All Star tinha escolhido naquele dia. Eu realmente tinha um motivo sério! E a coordenação da escola tinha que levar isso em consideração. Eu sabia que seria difícil, considerando que a diretora vivia pegando no meu pé. Mas eu ia dar um jeito. Nem que para isso tivesse que tomar uma medida drástica: falar com o meu pai.

sábado, 26 de dezembro de 2015

O Segredo da Branca de Neve

Tenho um segredo, mas você precisa prometer que não vai contar para ninguém. Desde que me casei com o Príncipe, não tenho visitado muito os Sete Anões. Nós costumávamos nos divertir bastante eles achavam bom quando eu os ajudava a arrumar a casa.
Eis meu segredo: eu ainda ajudo meus pequenos amigos, mas eles não sabem.
De vez em quando, vou até a casinha dos Sete Anões no meio da floresta. Fico escondida esperando até ele saírem para irem trabalhar na mina. É tão bom saber que eles vão encontrar tudo arrumado e limpo quando voltarem!
Assim que os Sete Anões se afastam, meu amigo passarinho azul canta para avisar. Então eu entro na casa e começo.
Eu não conseguiria fazer muita coisa sem os bichinhos da floresta. Eles me ajudam na arrumação e ainda são ótimos para guardar segredo.
Tem muito trabalho pela frente para colocar o lugar em ordem. Primeiro abro todas as janelas. A brisa deixa a casinha fresca e com um cheirinho bom!
Em seguida eu varro o chão enquanto os esquilos tiram o pó das estantes e os passarinhos removem as teias de aranha. Os pequenos cervos e os esquilos lavam e enxugam toda a louça.
Quando acabamos a parte de baixo, subimos para o quarto. Arrumo as caminhas dos Sete Anões e afofo os travesseiros. Costumo até dobrar o cobertor do Atchim do jeito que ele gosta. Sei que ele fica muito feliz com isso.
Depois de deixar a casa limpinha, vem minha parte favorita. Vou para o bosque e procuro as flores mais bonitas. Às vezes escolho margaridas, outras vezes prefiro os lírios. As flores deixam a casa colorida e com um aroma delicioso.
Mas não seria uma surpresa completa se eu não deixasse também um lanchinho gostoso. Colho muitas frutas e nozes na floresta e levo para dentro. Meus amigos adoram frutas silvestres. Dunga, por exemplo, é capaz de comer uma cesta inteira delas sozinho!
Quando o passarinho azul solta de novo seu canto, sei que preciso me apressar - os Sete Anões estão voltando para casa e não quero que eles me vejam. Fico escondida do lado de fora e espero até que entrem. Adoro ver a reação deles quando encontram minha surpresa especial!
Tento manter segredo sobre minhas visitas, mas uma vez tirei meu colar para não sujá-lo e o esqueci em cima da mesa da cozinha! Ainda bem que um esquilo correu lá e o trouxe para mim antes que os Sete Anões entrassem na casa.
Uma vez o Mestre viu o Feliz com um sorriso tão grande no rosto que pensou que ele tivesse saído da mina sem ninguém ver, na hora do almoço, para arrumar a casa.
Já o Dunga achava que o Atchim era quem fazia a limpeza, porque ele andava espirrando mais do que o de costume.
O Dengoso vivia desconfiado do Soneca, que parecia ainda mais cansado. Os Sete Anões tentaram várias vezes descobrir quem entre eles estava arrumando as coisas.
Agora eles começaram a achar que foram os bichos! Nem imaginam que estou por trás de tudo. E eu nunca vou contar, porque acho mais divertido manter mistério.
Só você e meus amiguinhos da floresta sabem do meu segredo. Por favor, não contem a ninguém - especialmente não aos Sete Anões!
 
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A Bela e a Fera

Era uma vez um príncipe que morava em um lindo castelo e foi transformado em uma fera por causa de seu egoísmo para com uma pobre velha que lhe pediu abrigo. A velha se revelou uma feiticeira poderosa! Além de transformar o príncipe em uma criatura, ela fez com que todos os empregados da casa virassem objetos animados. A feiticeira deu ao príncipe uma rosa mágica que florescia até ele completar 21 anos. Se ele aprendesse a amar e fosse amado até a última pétala cair, a maldição acabaria. Caso contrário, ele ficaria daquele jeito para sempre.
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Enquanto o tempo passava, em um vilarejo perto dali, desenrolava-se a história de outra família: o inventor Maurice e sua filha, a encantadora Bela.
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Bela gostava tanto de ler que lia até andando pelas ruas. Ela adorava romances.
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Outro morador do vilarejo era Gaston, caçador fanfarrão que conquistava o coração de todas as moças... menos o de Bela, que não dava bola para ele.
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Um dia, Maurice decidiu partir em viagem rumo a uma feira para apresentar sua mais recente invenção. Bela se despediu de seu amado pai.
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Maurice se perdeu na floresta e, em busca de ajuda, acabou indo parar nos domínios da Fera. Ali ele conheceu os estranhos moradores do castelo: O candelabro chamado Lumière, o relógio Horloge, Madame Samovare, o bule, e seu filho Zip, a xícara.
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Mas a Fera achou que seu refúgio estava sendo invadido e jogou o velho inventor nas masmorras.
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No vilarejo, Gaston decidiu se casar com Bela... mesmo ela não querendo. As bravatas do caçador não impressionavam a jovem.
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Andando pelo campo, Bela encontrou Philippe, o cavalo de Maurice. Preocupada, ela seguiu o rastro da carroça, o que a levou até o castelo. Bela suspeitava de que seu pai estivesse lá.
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Bela encontrou Maurice preso no calabouço. Ele contou sobre a Fera que habitava o castelo e pediu que sua filha fugisse.
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De repente, a Fera apareceu. Mas Bela enfrentou a criatura com coragem e se ofereceu para ficar no lugar de seu pai, que já estava muito adoentado.
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Todos gostaram de Bela. Lumière ofereceu um grande jantar à convidada. Ele tinha certeza de que ela era a moça que quebraria o feitiço.
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No entanto, a Fera não acreditava que alguém pudesse amá-lo. E ele também não tinha certeza de seus sentimentos para com a jovem que teimava em desobedecê-lo.
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Maurice voltou para vilarejo, mas ninguém deu ouvidos a ele. Gaston, todavia, ficou furioso com aquela história.
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No castelo, Bela, assustada com o temperamento da Fera, fugiu para a floresta, mas acabou sendo cercada por lobos da montanha!
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Atacados pelos lobos, Bela e Philippe foram salvos pela Fera, que enfrentou bravamente os ferozes animais, ficando bastante ferido.
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Bela tratou os ferimentos da Fera. Aquele gesto de coragem a comoveu. Ela percebeu que, no fundo, havia bondade naquela criatura.
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Bela decidiu permanecer coma Fera, por quem ela começava a se afeiçoar. A jovem, que adorava ler, foi levada à gigantesca biblioteca do castelo e ficou maravilhada.
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Já a Fera se rendeu aos encantos de Bela, e logo eles se tornaram amigos.
 
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A Cada novo dia no castelo, a Bela e a Fera iam se conhecendo melhor e uma ligação especial surgiu entre eles.
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Na esperança de que o casal se apaixonasse, quebrando assim o poderoso feitiço, os empregados fizeram os preparativos para o jantar... e um inesquecível baile a dois.
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A Bela e a Fera dançaram e se divertiram muito. Tudo parecia perfeito, mas então o espelho mágico do castelo mostrou que Maurice corria perigo. Mesmo sabendo que Bela poderia não voltar, a Fera permitiu que a jovem partisse. Levando o espelho mágico consigo, Bela reencontrou seu pai e cuidou dele. Tudo ficaria bem, mas Gaston não queria dar paz aos dois.
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Acusando Maurice de louco, Gaston ameaçou interná-lo se Bela não se casasse com ele. Para piorar a situação, o caçador descobriu o espelho e, percebendo a ligação de Bela com a Fera, incitou os camponeses a atacar o castelo!
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No castelo, a última pétala estava prestes a cair. A Fera havia provado seu amor permitindo que Bela fosse embora, mas ele ainda não acreditava que pudesse ser correspondido. Do lado de fora, os camponeses furiosos gritava e, quando invadiram o castelo, Gaston atacou sem piedade!
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Bela viu a Fera enfrentando Gaston no alto da torre. O caçador atacava traiçoeiramente, mas acabou tendo um fim terrível.
Resultado de imagem para imagens do gaston atacando a fera
 
Bela se desesperou quando viu a Fera mortalmente ferida.
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Com os olhos cheios de lágrimas, a jovem declarou seu amor à Fera, acabando com a maldição. O príncipe então voltou a sua forma humana.
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O castelo foi tomado pela luz e os objetos animados também voltaram a ser humanos - graças ao amor sincero da Bela e a Fera.
 
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                                                              FIM